Espaço de encontro e de reunião no centro da 'polis' com o olhar fixo no 'cosmos' sempre que o 'chronos' o permite... Trata-se de uma projeto, uma aventura pelo mistério da Palavra e do Verbo que se fazem acontecimento pelas Tecnologias da Informação e Comunicação em Ambientes Digitais.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
O que são mapas concetuais
Os mapas concetuais são uma representação gráfica de um conjunto de conceitos inter-relacionados. São utilizados para:
Organizar e hierarquizar os conceitos;
Desenvolver a capacidade de interpretação, classificação e organização de informações;
Identificar os conceitos-chave que tenham significado;
Estabelecer relações entre conceitos;
Sintetizar informações relevantes extraídas de um texto.
Os Mapas Conceituais foram desenvolvidos a partir das ideias da Teoria da Aprendizagem Verbal Significativa, de David Paul Ausubel, especialmente por Joseph Novak na Cornell University, EUA, nos anos 70, e bastante difundida no final dos anos 80, do século XX. De modo geral, a ideia principal do uso de mapas concetuais na avaliação dos processos de aprendizagem é a de avaliar o aluno em relação ao que ele já sabe, partindo de construções conceituais que ele consegue criar, isto é, analisar como ele estrutura, hierarquiza, diferencia, relaciona, discrimina e integra conceitos.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Novos Paradigmas Educacionais
Com o final do século XX e o advento do século XXI, impôs-se um novo paradigma social, comummente designado por «Sociedade da Informação» ou também «Sociedade pós-industrial» (Bell), «Aldeia Global» (McLuhan), «Sociedade em Rede» (Castells) ou ainda «Infoera» (Zuffo).
O livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal (1997), refere que “a expressão ‘Sociedade da Informação’ refere-se a um modo de desenvolvimento social e económico em que a aquisição, armazenamento, processamento, valorização, transmissão, distribuição e disseminação de informação conducente à criação de conhecimento e à satisfação das necessidades dos cidadãos e das empresas, desempenham um papel central na atividade económica, na criação de riqueza, na definição da qualidade de vida dos cidadãos e das suas práticas culturais. (…) Esta alteração do domínio da atividade económica e dos fatores determinantes do bem-estar social é resultante do desenvolvimento das novas tecnologias da informação, do audiovisual e das comunicações, com as suas importantes ramificações e impactos no trabalho, na educação, na ciência, na saúde, no lazer, nos transportes e no ambiente, entre outras.”
A Sociedade da Informação significa, pois, uma alteração significativa no modo como a comunicação, a relação e a interação das pessoas entre si se realiza, uma vez que, por se viver numa «sociedade em rede», é diminuta a distância entre ‘acontecimento’ e ‘disponibilização da informação’; as distâncias são relativizadas pelos novos meios de comunicação, pois o longe se faz perto; o acesso à informação e ao conhecimento democratizou-se numa escala global (ainda que não de forma generalizada, isto é, para todos). Criou-se deste modo um novo tipo de classe social: os info-excluídos. Segundo o Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal (1997), “a democratização da sociedade do futuro passará pela possibilidade da grande maioria da população ter acesso às tecnologias de informação e pela capacidade real de as utilizar. Caso contrário elas podem tornar-se num poderoso fator de exclusão social.” O impacto deste modelo social tem exercido uma forte pressão sobre os sistemas educativos, na medida em que a escola já não tem o monopólio da transmissão dos saberes, deixou de ser o espaço por excelência do acesso ao conhecimento, já não tem aquela imagem de autoridade e o professor deixou de ser o único capaz de transmitir os saberes.
Como refere um José Calixto (1996), “a sala de aula passa a ser apenas um entre muitos outros locais, na escola e fora dela, onde as experiências de aprendizagem têm lugar”. O mundo tornou-se ele mesmo, uma grande sala de aula, em que os atores são muitos mais que apenas o professor e o aluno, pois são criadas a cada instante um sem número de relações individuais e de grupo. Neste novo paradigma de cultura escolar, centrada no aluno e nos recursos e baseada na pesquisa, o professor, a família e demais agentes educativos assumem o papel de mediadores entre os alunos e a cultura. Ao professor cabe, sobretudo, o papel de tutor da aprendizagem, ajudando os alunos a utilizar os meios que hoje estão ao seu dispor, isto é, que o aluno aprenda a aprender.
Ross Todd (2008) defende que o atual estado do desenvolvimento e acesso às novas tecnologias obriga a repensar profundamente a pedagogia, de tal modo que os alunos, diante da enorme quantidade de dados e informação a que têm acesso, sejam capazes de construir conhecimento, desenvolver capacidades de pensamento crítico, construir representações dos novos conhecimentos de modo criativo, inclusivo e ético. Marc PrensKy (2008) chamava a atenção para o fato de que é a educação fora da escola e não a que acontece nesta, quem está a preparar as crianças e adolescentes para o século XXI. Assumindo esta realidade, cabe à escola trabalhar num outro sentido, ajudando os alunos a que “aprendam a aprender”, a que transformem a informação disponível em conhecimento. Conhecimento é o ato pelo qual a consciência, abrindo-se ao mundo circundante, o torna presente a si mesma. Diz-nos Costa Freitas (1998) que conhecer é ter consciência de alguma coisa, pelo que consciência e conhecimento constituem uma unidade indissolúvel: não consciência sem conhecimento e não pode haver conhecimento sem consciência. Ter consciência de qualquer coisa, ser dela consciente e conhecê-la, é identicamente a mesma coisa. Imersos num mundo ‘googleizado’, em que a escola é chamada a fazer uma abordagem holística dos processos de aprendizagem (ao cognitivo há que juntar as dimensões afetiva e comportamental), é necessário edificar uma cultura escolar e desenvolver ambientes de aprendizagem assentes no compromisso, na curiosidade, na criatividade e nos interesses dos jovens e dos professores.
A Sociedade da Informação significa, pois, uma alteração significativa no modo como a comunicação, a relação e a interação das pessoas entre si se realiza, uma vez que, por se viver numa «sociedade em rede», é diminuta a distância entre ‘acontecimento’ e ‘disponibilização da informação’; as distâncias são relativizadas pelos novos meios de comunicação, pois o longe se faz perto; o acesso à informação e ao conhecimento democratizou-se numa escala global (ainda que não de forma generalizada, isto é, para todos). Criou-se deste modo um novo tipo de classe social: os info-excluídos. Segundo o Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal (1997), “a democratização da sociedade do futuro passará pela possibilidade da grande maioria da população ter acesso às tecnologias de informação e pela capacidade real de as utilizar. Caso contrário elas podem tornar-se num poderoso fator de exclusão social.” O impacto deste modelo social tem exercido uma forte pressão sobre os sistemas educativos, na medida em que a escola já não tem o monopólio da transmissão dos saberes, deixou de ser o espaço por excelência do acesso ao conhecimento, já não tem aquela imagem de autoridade e o professor deixou de ser o único capaz de transmitir os saberes.
Como refere um José Calixto (1996), “a sala de aula passa a ser apenas um entre muitos outros locais, na escola e fora dela, onde as experiências de aprendizagem têm lugar”. O mundo tornou-se ele mesmo, uma grande sala de aula, em que os atores são muitos mais que apenas o professor e o aluno, pois são criadas a cada instante um sem número de relações individuais e de grupo. Neste novo paradigma de cultura escolar, centrada no aluno e nos recursos e baseada na pesquisa, o professor, a família e demais agentes educativos assumem o papel de mediadores entre os alunos e a cultura. Ao professor cabe, sobretudo, o papel de tutor da aprendizagem, ajudando os alunos a utilizar os meios que hoje estão ao seu dispor, isto é, que o aluno aprenda a aprender.
Ross Todd (2008) defende que o atual estado do desenvolvimento e acesso às novas tecnologias obriga a repensar profundamente a pedagogia, de tal modo que os alunos, diante da enorme quantidade de dados e informação a que têm acesso, sejam capazes de construir conhecimento, desenvolver capacidades de pensamento crítico, construir representações dos novos conhecimentos de modo criativo, inclusivo e ético. Marc PrensKy (2008) chamava a atenção para o fato de que é a educação fora da escola e não a que acontece nesta, quem está a preparar as crianças e adolescentes para o século XXI. Assumindo esta realidade, cabe à escola trabalhar num outro sentido, ajudando os alunos a que “aprendam a aprender”, a que transformem a informação disponível em conhecimento. Conhecimento é o ato pelo qual a consciência, abrindo-se ao mundo circundante, o torna presente a si mesma. Diz-nos Costa Freitas (1998) que conhecer é ter consciência de alguma coisa, pelo que consciência e conhecimento constituem uma unidade indissolúvel: não consciência sem conhecimento e não pode haver conhecimento sem consciência. Ter consciência de qualquer coisa, ser dela consciente e conhecê-la, é identicamente a mesma coisa. Imersos num mundo ‘googleizado’, em que a escola é chamada a fazer uma abordagem holística dos processos de aprendizagem (ao cognitivo há que juntar as dimensões afetiva e comportamental), é necessário edificar uma cultura escolar e desenvolver ambientes de aprendizagem assentes no compromisso, na curiosidade, na criatividade e nos interesses dos jovens e dos professores.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Construção de mapas conceptuais com o Popplet
Há ferramentas web2.0 que são excelentes auxiliares na construção do processo de aprendizagem a partir do aluno e centrado nele. É o caso do Popplet, muito útil para ajudar a construir mapas conceptuais. Estes, por sua vez, são uma forma de organizar informação recolhida, estruturar ideias e consolidar conhecimentos. Eis um trabalho realizado por alunos do 8º ano.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Bibliotecário 2.0
Deixo aqui duas fontes/motivos de reflexão sobre a nossa atividade com bibliotecários. Vale a pena ler com atenção, apesar de estar em espanhol.
| Decálogo do Bibliotecário 2.0 |
| O bom bibliotecário segundo Umberto Eco |
Quaestiones disputatae
No quadro da partilha realizada ao longo do forum da unidade curricular Tecnologias da Informação e Comunicação em Ambiente Educativos, foi possível elencar um conjunto de situações / tecnologias /desafios para as práticas educativas em ambiente escolar.
- Ferramentas proibidas/permitidas. Há uma fronteira ténue e indefinida entre o lúdico e o trabalho quando se trata de ferramentas TIC. O desconhecimento do seu potencial educativo (desconhecimento prático também) leva a que em haja bibliotecas cujo acesso ao facebook, por exemplo, não é permitido. Estas resistências avolumam-se quando faltam sistemas de proteção nos sistemas informáticos das nossas escolas (anti vírus e afins), quando se consideram as TIC um obstáculo ao cumprimento de programas. Educar para saber o viver e o sobreviver nas redes sociais é tarefa prioritária da escola (ver Declaração de Braga (2011), Literacia dos Media)
- Substituição/transformação. A introdução das TIC nas práticas pedagógicas não pode funcionar como um processo de mera substituição dos materiais tradicionais: cadernos, livros, quadro, slides, etc... As TIC apontam um caminho que tem de ser percorrido de um modo que é 'outro'; não é o mesmo de outro modo; é um modo de fazer que torna tudo diferente: é uma transformação, pois o paradigma é novo. Daí que a utilização das TIC na prática pedagógica não possa ser apenas mais um recurso informacional, a par de tantos outros, mas a criação de um modelo de funcionamento, baseado na comunicação fácil e sem fronteiras, na partilha e na permuta de informação e na efetiva transformação da informação em conhecimento, desafio chave para a aprendizagem e o ensino neste mundo 'googleizado' (Ross Todd).
- As TIC e o currículo. A integração das TIC nos curricula ou, mais genericamente, a prática pedagógica com recurso às TIC, favorece aprendizagens e desenvolvimentos em que o aluno aprende a fazer, a testar, a levantar hipoteses e a inter agir com o professor, a quem cabe gerir a situação, estabelecer pontes, funcionar como módulo central de comunicação entre todos.
- Na hora de escolher. O professor que não é especialista em TIC deve possuir uma formação adequada num conjunto diversificado de ferramentas, investindo no conhecimento aprofundado de algumas delas e nunca de todas. A variedade e diversidade de ferramentas não podem funcionar como obstáculo. Há que saber escolher. Daí a importância de um documentos como Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores. Certamente que dentro de algum tempo terá de ser atualizado.
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